Corinthians é campeão da Copa do Brasil 2025 em final épica no Maracanã

 

Corinthians vence o Vasco no Maracanã, conquista a Copa do Brasil 2025 e encerra um jejum histórico com atuação heroica.

 

 

Há títulos que vão além da taça levantada. Eles carregam contexto, sofrimento, espera e uma carga emocional que transforma noventa minutos em memória eterna. A final da Copa do Brasil de 2025 entrou exatamente nessa categoria para o torcedor do Corinthians. Depois de 16 anos sem vencer o torneio, o clube voltou a sentir o peso e o sabor de decidir tudo em um palco histórico, diante de mais de 67 mil pessoas, em um Maracanã pulsante e hostil.

 

Mais do que uma simples vitória por 2 a 1 sobre o Vasco, o que se viu foi um roteiro digno de final: protagonistas decisivos, jogo aberto, tensão até o último lance e personagens improváveis surgindo nos momentos cruciais. Ao longo deste artigo, você vai entender como o título da Copa do Brasil foi construído, por que Yuri Alberto e Memphis Depay simbolizaram o espírito do time, o impacto histórico dessa conquista e o que ela representa para o futuro do clube.

 

Um título que encerra um ciclo de espera

 

O apito final no Maracanã não marcou apenas o fim de uma partida. Ele encerrou um jejum que incomodava o torcedor alvinegro desde 2009. Em finais recentes, o Corinthians bateu na trave, ficou com o vice e acumulou frustrações que tornaram essa conquista ainda mais simbólica.

 

Com o triunfo, o clube chegou ao quarto troféu da competição, igualando o Palmeiras no ranking de campeões e se aproximando ainda mais de gigantes como Flamengo, Grêmio e Cruzeiro. Não é apenas uma estatística: é uma reafirmação de grandeza em um torneio que exige regularidade, elenco forte e capacidade de decisão fora de casa.

 

A final da Copa do Brasil também reforçou uma característica histórica do time paulista: saber sofrer. Mesmo sem dominar a posse de bola em boa parte do jogo, a equipe foi cirúrgica quando teve espaço, mostrando maturidade competitiva e leitura de jogo em um ambiente extremamente adverso.

 

Primeiro tempo: eficiência contra volume

 

O início da decisão mostrou um Vasco mais agressivo, controlando a posse e tentando empurrar o Corinthians para o campo defensivo. A estratégia parecia funcionar até o primeiro golpe alvinegro. Em sua primeira grande chegada, o time mostrou por que finais se vencem com eficiência.

 

Matheuzinho apareceu com liberdade pela direita e encontrou Yuri Alberto dentro da área. O atacante dominou com frieza, tirou Léo Jardim da jogada e abriu o placar. Um gol que mudou o cenário emocional da partida e deu confiança a um time que passou a baixar as linhas e explorar transições rápidas.

 

Mesmo com menos tempo no ataque, o Corinthians esteve perto de ampliar, novamente com Yuri Alberto, que acabou desperdiçando uma chance clara. O erro manteve o Vasco vivo no jogo e, empurrado pela torcida, o time carioca cresceu nos minutos finais da primeira etapa. O empate veio após erro no meio-campo, cruzamento preciso de Andrés Gómez e cabeceio firme de Nuno Moreira, deixando tudo igual antes do intervalo.

 

Segundo tempo: tensão, resistência e genialidade

 

A volta para o segundo tempo trouxe um Vasco ainda mais intenso. O time ocupou o campo ofensivo, acumulou bolas levantadas na área e passou a exigir defesas importantes de Hugo Souza. O Corinthians, por sua vez, aceitava o jogo reativo, apostando na velocidade e na leitura dos espaços deixados pelo adversário.

 

O jogo ficou mais quente, com discussões, empurrões e reclamações, refletindo o peso emocional da decisão. Mas foi justamente no momento de maior pressão vascaína que o golpe decisivo apareceu. Em uma jogada coletiva de manual, Breno Bidon iniciou a transição, Matheuzinho apareceu novamente como opção e encontrou Yuri Alberto em profundidade.

 

Mesmo longe do auge físico, o camisa 9 teve lucidez para rolar a bola e deixar Memphis Depay em condição perfeita para marcar. O toque simples, para o gol vazio, recolocou o Corinthians em vantagem e mudou completamente o clima da partida.

 

 Protagonistas além do físico

O Corinthians teve como base uma defesa sólida e comprometida. Matheuzinho, Gustavo Henrique, André Ramalho e Matheus Bidu foram seguros o tempo todo, enquanto José Martinez e Raniele, incansáveis, garantiram equilíbrio, intensidade e proteção decisiva ao time.

 Um dos aspectos mais marcantes dessa conquista foi a superação individual de seus principais jogadores. Yuri Alberto atuou durante toda a fase decisiva convivendo com dores no púbis, visivelmente desgastado, mas decisivo nos momentos-chave. Além do gol, foi dele a assistência no lance que definiu o título.

 

Memphis Depay, muitas vezes discreto ao longo do jogo, mostrou por que jogadores decisivos não precisam aparecer o tempo todo. Bastou uma oportunidade clara para transformar participação em impacto direto no placar, consolidando seu nome na história do clube.

 

Outros personagens também merecem destaque. Matheuzinho participou diretamente dos dois gols, Breno Bidon foi essencial na transição que originou o segundo e Hugo Souza teve papel fundamental ao segurar a pressão final do Vasco, especialmente em uma defesa espetacular nos acréscimos.

 

 Minutos finais de sofrimento e consagração

 

Como manda a tradição, o Corinthians não conquistaria esse título sem drama. Após o segundo gol, o Vasco se lançou ao ataque de forma quase desesperada. Finalizações de média distância, bolas alçadas e jogadas individuais testaram os limites da defesa alvinegra.

 

Nos acréscimos, o Maracanã prendeu a respiração em chute forte de Rayan, defendido por Hugo Souza, e em uma última chance desperdiçada dentro da área. Foram minutos em que o tempo parecia andar mais devagar, até que o apito final selou a conquista.

 

O cenário era de alívio, explosão e emoção contida por anos. Jogadores caídos no gramado, comissão técnica emocionada e um grupo que sabia ter escrito um capítulo especial da história do Corinthians.

 

A conquista da Copa do Brasil 2025 não foi apenas mais um troféu para o Corinthians. Ela simboliza resistência, paciência e a capacidade de se reinventar mesmo longe do brilho técnico ideal. Foi um título construído com estratégia, entrega e decisões certeiras nos momentos mais importantes.

 

Para o torcedor, fica a lembrança de uma noite inesquecível no Maracanã. Para o clube, a certeza de que ciclos difíceis podem ser encerrados com coragem e trabalho coletivo. E para o futebol brasileiro, mais uma prova de que finais não se jogam, se vencem.